A centralidade do mundo urbano nas narrativas de viagem tardo-medievais
por Paulo Catarino Lopes, 18 de Fevereiro de 2016, às 17h00, na FCSH/NOVA. Entrada livre

 

 

Data: 18 de Fevereiro, 2016
Horário: 17h00-19h00
Local: FCSH/NOVA, Edifício ID, Sala 2.21 (Piso 2)

Pelo seu conteúdo e estrutura narrativa, os livros de viagens constituem uma fonte privilegiada quer para o estudo da concepção do mundo tardo-medieval, quer para a análise da realidade coeva da sua própria elaboração. Multifacetados e, logo, pluridisciplinares, estes textos apresentam, contudo, um tópico nuclear no quadro mais geral da abordagem ao espaço evocado: a centralidade do mundo urbano. Centralidade política, económica, cultural e religiosa, que marca em definitivo o itinerário percorrido e a percorrer. Tudo, da noção de fronteira (e, consequentemente, de identidade, ordem e segurança) à prática diplomática, passando pelos mais variados registos de alteridade e pelas trocas comerciais, de alguma forma congrega-se na descrição da cidade, entidade volátil e sempre sedutora que a todos, nacionais e estrangeiros, nobreza e povo, leigos e clérigos, atrai e tem algo para oferecer.

Paulo Catarino Lopes
Investigador Doutorado, membro Integrado do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IEM-FCSH/NOVA) e do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores (CHAM-FCSH/NOVA, UAc). Tendo como pano de fundo e domínio de especialização a História Cultural e das Mentalidades (Idade Média/Renascimento), os seus interesses de investigação abrangem o estudo da viagem e dos viajantes, o imaginário (Mirabilia), o espaço enquanto construção cultural e simbólica, as noções de fronteira e de identidade, a diplomacia, os registos de alteridade e as concepções de Europa.