2ª sessão do ciclo de conferências: Manuscritos de Alcobaça
28 de Abril, no Mosteiro de Alcobaça (Sala do Capítulo, entrada livre)

 

 

 

Data: 28 de Abril, 2017
Horário: 15h00
Local: Alcobaça, Mosteiro de Alcobaça, Sala do Capítulo (entrada livre)

A segunda sessão do Ciclo de Conferências: Manuscritos de Alcobaça decorrerá no dia 28 de Abril, e conta com as conferências de Manuel Pedro Ferreira e Maria João Branco:

 

1ª Conferência
"Livros apontados de solfa: seu papel, sua irradiação", por Manuel Pedro Ferreira (Departamento de Ciências Musicais e Centro de Estudos de Sociologia e Ciência Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)

O lugar dos livros de música no estabelecimento do culto monástico cisterciense, com especial referência aos antifonários e processionais oriundos de Alcobaça.

2ª Conferência
"Em torno do Alc. 144. Revisitando a Cultura jurídica alcobacense", por Maria João Branco (Departamento de História e Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)

O Manuscrito Alc. 144 produzido na primeira metade do século XII, e actualmente preservado no Fundo de Códices Alcobacenses da Biblioteca Nacional de Portugal, é um manuscrito excepcional a muitos títulos. Em primeiro lugar, porque contém uma raríssima compilação primitiva de decretais, do Papa Alexandre III, e em segundo lugar, porque parece atestar uma proveniência não alcobacense, provavelmente inglesa, o que faz dele um testemunho de uma circulação de manuscritos que muito pode iluminar sobre os o mundo da cultura jurídica que podemos reconhecer nesse cenóbio cisterciense, tão embrenhado nos meandros das lutas entre instituições eclesiásticas e os reis, e que permanece um dos poucos fundos arquivísticos portugueses onde se podem identificar até hoje manuscritos jurídicos medievais. Com base na análise deste manuscrito, a presente comunicação pretende revisitar o que sabemos dos homens de Alcobaça, da sua cultura jurídica e da intervenção destacada que tiveram nas questões que surgiram durante os finais do século XII e inícios do século XIII, quando o cenóbio protagonizou um papel fundamental na mediação de conflitos políticos e eclesiásticos.